O Futuro do Livro

Li recentemente que a Sony lançará dois leitores de livros digitais para competir com o Kindle.

Isso me fez pensar sobre o que acontecerá ao livro com a popularização do e-book. Será que o livro vai desaparecer e vamos somente ler em telas?

Acho que não. Segundo Lucia Santaella, em seu livro Cultura e Artes do Pós-humano, uma mídia não apaga outra anterior, elas coexistem e se adaptam. Hoje vivemos, então, em uma sincronia de várias eras culturais, desde a cultura oral até a cultura digital. Fica fácil visualizar quando pensamos na fotografia, no cinema, no rádio, na televisão e na internet. Algum deles sumiu?

Com o livro a lógica será a mesma. Acredito que ocorrerá uma adaptação e defendo que os dois tipos, eletrônico e em papel, encontrarão um nicho cada.

Os principais problemas do e-book seriam sua falta de um suporte agradável para a leitura: portátil e visualmente confortável; e a impossibiliade/dificuldade de fazer anotações nas páginas. A portabilidade e imagem já foram resolvidas com o Kindle, por exemplo. Sobre fazer anotações, acho que é neste ponto que começarão as separações.

Quando leio um livro de ficção (contos, romance, piadas, o que for) não fico anotando nas páginas comentários meus. No entanto, quando leio um livro didático/teórico, gosto de escrever ao redor do texto reflexões e opiniões. Desta forma, acredito que o gênero do livro ocasionará a escolha da mídia.

Se formos ler um romance, baixaremos o arquivo para nosso leitor digital. Se for um livro teórico, compraremos em papel. Cada um possui sua característica atrativa e, com certeza, há espaço para os dois na nossa cultura.

3 Respostas to “O Futuro do Livro”

  1. Gilberto Says:

    Gustavo,

    O livro de papel ainda é imbatível: não precisa “dar boot”, não usa baterias (é ecológico), é 100% reciclável, não requer qualquer software a não ser a alfabetização (tudo bem que anda ficando meio raro…), é superportátil, não precisa de cabos e carregadores, e tem o lance do papel, do tato, do cheiro…É diferente de música, que tinha aquelas capas bacanas dos LPs, mas na hora de escutar é tudo igual (ou quase).
    Adoro computadores e ficar conectado, mas leitura mesmo prefiro no papel.
    Tem a limitação de espaço, mas quem vai querer ler 1.000 livros de uma só vez?

    Abçs

    • Gustavo Audi Says:

      Gilberto,

      Eu também prefiro muito mais a leitura em papel. Sou da geração “Infância analógica-Juventude Conectada”, então, pude ver as maravilhas deste meio.
      No entanto, essa nova geração, que já nasceu com o computador com internet, laptops e SMS no celular, pode não concordar conosco. Mas mesmo assim, ainda acho que o papel não perderá seu valor – seu lugar está garantido.

  2. Bruno Says:

    Concordo com vocês e ainda acrescento que podemos fazer um paralelo do livro em papel e do e-book com o jornal em papel e as notícias na Internet. As pessoas continuam comprando seu jornal e ao mesmo tempo utilizam a Internet para ler as notícias. As duas mídias convivem. Na minha opinião (mesmo sem um dado estatístico para respaldar), uma parcela muito pequena da população trocou o jornal em papel definitivamente pela leitura online das notícias.

    Abraços

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